Olá galera, como já contei em um post anterior passei o carnaval na Chapada Diamantina, realmente é um lugar mágico. Hoje vou apresentar com mais detalhes a Cachoeira da Fumacinha e dar algumas dicas para você também conhecer essa cachoeira. Antes de começar a ler sobre as trilhas e dificuldades, veja esse vídeo postado no nosso Facebook para você ter noção do tamanho da cachoeira e da sua beleza.
Essa cachoeira fica na cidade de Ibicoara, bem no sul da Chapada Diamantina. Na hora de montar seu roteiro é interessante escolher bem as cidades que você vai querer se hospedar. Veja no nosso mapa que não é muito bacana se hospedar em Igatu e querer chegar cedo na trilha da Fumacinha, é um trajeto longo (100Km). No máximo você deve se hospedar em Mucugê, mas claro que a melhor opção é ficar em Ibicoara e não precisar acordar de madrugada para chegar na trilha. Claro que existem alguns passeios para Fumacinha partindo da cidade de Lençóis, a principal cidade da Chapada, mas fique sabendo que são 210Km de estrada.
Existem dois sites com muitas informações sobre a cachoeira, Extreme Eco Adventure e a Associação Bicho do Mato.
Não é tão simples encontrar pousada em Ibicoara no Booking, mas existem algumas opções na cidade, entrei em contato com a galera do Bicho do Mato e eles indicaram algumas pousadas.
A cachoeira fica no Parque Natural Municipal do Espalhado, existem duas trilhas, Fumacinha por baixo e Fumacinha por cima. Você consegue encontrar guias com facilidade em Ibicoara, com um preço bom. Fiz a trilha de baixo e não existe a possibilidade de ir sem guia, a trilha é longa, complicada e sem guia não é permitida a entrada no parque. Foram 3h para ir e 4h para voltar, com muitas passagens de rios e caminhada entre as pedras.
No meu caso encontrei um guia gente boa, conhecido como “negão”, fechei data e preço pelo WhatsApp. No começo fiquei um pouco receoso, ele não passou muita informação e confirmou o passeio mesmo sem saber a data da viagem. Lembro que comentei com um amigo: “contratei um guia e o cara responde tudo pela metade no WhatsApp, as vezes eu não entendo nada que ele digita”, meu amigo em momento de pura sabedoria comentou: “O guia tem que entender é dos matos não é de WhatsApp”. Ufa, realmente isso me tranquilizou, hehe.
No dia da trilha nosso guia chegou bem cedo, passou todas as dicas, verificou os equipamentos, água, lanterna, lanches e explicou como seria nosso desafio. Falou que a trilha seria no nosso ritmo sem pressa, mas também não poderia ser muito lento, tinha que forçar um pouco a barra para voltar antes do anoitecer. Nosso grupo foi formado por 8 aventureiros, todos com um bom preparo físico para encarar a trilha.
O início da trilha é bem tranquilo, caminhada leve em chão de terra, margeando o rio, logo em seguida vem as travessias. Escolha um sapato que possa molhar e que tenha um solado bom, confortável para encarar as pedras. No meio da trilha tem uma parada para o lanche, na sombra de uma grande pedra e com vista para uma pequena cachoeira. Depois inicia a parte mais pesada, muitas pedras e passagens dentro da mata, subindo morro. Depois de muita caminhada essa é a vista mais esperada:
Paredão gigantesco com um cânion e uma cachoeira de brinde, hora de lavar a alma e buscar mais um pouco de força para chegar no destino. Já dentro do cânion temos que encarar um último desafio, caminhar na encosta do paredão para evitar a água gelada da cachoeira e chegar na base de pedras que compõe o poço da cachoeira.
Chegando dentro do cânion é hora de apreciar essa maravilha, fazer um lanche, tomar um banho na água gelada e descansar para encarar a volta. Infelizmente não podemos demorar muito, ainda temos que encarar a volta, 4h de trilha.
Não fiz a trilha Fumacinha por cima, mas ela é mais simples, praticamente 1h de carro até o começo da trilha, depois 45min de subida e mais 1h de caminhada no platô da cachoeira. Claro que a vista deve ser maravilhosa, já falei que tenho que voltar na Chapada Diamantina e essa trilha vai entrar no meu roteiro.
Para os mais aventureiros que gostam de acampar existe a possibilidade de começar na trilha de cima e descer para a base da cachoeira. Voltando pela trilha de baixo no dia seguinte. Ainda não descartei essa possibilidade na minha próxima viagem 🙂
Essa foi uma das cachoeiras que mais chamou minha atenção, o local é muito lindo, a queda d’água é grandiosa. Algumas pessoas reclamam que a trilha é bem pesada e você fica pouco tempo apreciando a cachoeira. Isso é verdade, mas na minha opinião o esforço é válido.










Olá, muito boa a sua iniciativa de compartilhar as aventuras. Eu e minha família vamos passar 10 dias de nossas férias (início de agosto agora) na Chapada Diamantina. Você poderia nos dar algumas dicas de pousadas em Ibicoara e nas cidades da redondeza? Nós vimos muitas fotos na net, mas nada de muito prático para quem nunca foi.
Se vocês puderem nos ajudar com algumas dicas de lugares e pousadas seria muito legal. Nós buscamos coisas simples e, de preferência, afastados de aglomerações (somos bicho do mato mesmo).
Obrigado e, novamente, parabéns.
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Oi Claudio, realmente não existe muita informação sobre as pousadas, como site, fotos, até mesmo no Booking tem poucas opções. Nesse nosso outro post http://www.rumosemrumo.com.br/blog/2016/03/01/chapada-diamantina-planejamento um leitor deu uma boa dica sobre o Hostel Ibicoara http://www.hostelibicoara.com.br . Mas na cidade existem muitas pousadas simples, eu fiquei na pousada Sabor da Chapada, os donos são gente boa, na pousada também funciona uma pizzaria.
Falando em “Bicho do Mato” esse é o nome da associação dos guias da cidade, http://www.bichodomato.org, eles passaram algumas dicas e alguns telefones de pousadas. Pessoal muito solícito.
A cidade é bem calma, você não terá muito problema com aglomeração. Algumas pousadas ficam no caminho das cachoeiras, em localidades bem tranquilas, verdadeiro clima de “interior”.
Boa viagem, tiver mais dúvidas pode perguntar, abraços.
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